quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Dica de cinema: C.R.A.Z.Y – loucos de amor


A dica de cinema de hoje é um filme canadenese que concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2005: C.R.A.Z.Y – loucos de amor (Christian, Raymond, Antoine, Zachary e Yvan). O filme é baseado nas memórias da infância e juventude do co-roteirista, François Boulay. A história gira em torno do 4° filho (de cinco filhos), Zachary Beaulieu, que nasceu no dia 25 de dezembro de 1960, em uma família católica tradicional (a mãe é super protetora e seu pai, um homem nada liberal).  A infância de Zac é assinalada por seus aniversários sendo comemorados junto aos festejos de Natal. Já na adolescência, um novo mundo abre-se ao protagonista (o filme é embalado por músicas de Patsy Kline, Pink Floyd, Rolling Stones, David Bowie e Charles Azsnavour que são, também, personagens e quase que um estado de espírito quando tocam). Zac acaba, por inúmeras vezes, por lutar contra sua preferência sexual para não decepcionar a família. O amadurecimento chega com uma viagem emblemática até Israel, a cidade que sua mãe sempre sonhou visitar. O filme é bom pelo roteiro, pela trilha, pelas atuações e pelo "clichê bem contato". Mesmo sendo mais um filme sobre sexualidade, dogmas religiosos, drogas e valores familiares como vários já produzidos.


Ficha técnica:
Título original: C.R.A.Z.Y.
Duração: 127 minutos (2 horas e 7 minutos)
Gênero: Drama
Direção: Jean-Marc Vallée
Ano: 2005
Elenco:
Michel Côté (Gervais Beaulieu)
Émile Vallée (Zachary Beaulieu - 6 A 8 Anos)
Marc-André Grondin (Zachary Beaulieu - 15 Anos)
Danielle Proulx (Laurianne Beaulieu)
Emmanuel Raymond (Raymond Beaulieu - 7 Anos)
Antoine Côté-Potvin (Raymond Beaulieu - 13 A 15 Anos)
Pierre-Luc Brillant (Raymond Beaulieu - 22 A 28 Anos)
Charles-Édouard Tanguay (Christian Beaulieu - 9 Anos)
Jean-Alexandre Létourneau (Christian Beaulieu - 15 A 17 Anos)
Maxime Tremblay (Christian Beaulieu - 24 A 30 Anos)
Émile Gagnon-Girard (Antoine Beaulieu - 6 Anos)
Sébastien Blouin (Antoine Beaulieu - 12 A 14 Anos)
Alex Gravel (Antoine Beaulieu - 21 A 27 Anos)
Gabriel Lalancette (Yvan Beaulieu - 8 A 9 Anos)

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Prêmio VivaLeitura 2012: inscrições abertas

A Fundação Biblioteca Nacional publicou quinta-feira (16/8), no Diário Oficial da União, o edital Prêmio VivaLeitura 2012, realizado em conjunto com o Ministério da Educação e a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura. 


O Prêmio faz parte do Plano Nacional do Livro e Leitura e tem como objetivo estimular, fomentar e reconhecer as melhores experiências brasileiras relacionadas à prática da leitura. Ao todo serão distribuídos R$ 540 mil em prêmios, sendo R$ 30 mil para cada um dos 18 vencedores das três categorias da premiação: Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias; Escolas Públicas e Privadas; e Sociedade (empresas, ONGs, pessoas físicas, universidades e instituições sociais). 


As inscrições, abertas até o dia 29 de setembro, são gratuitas e devem ser feitas via internet ou por carta registrada, endereçada a: Prêmio VivaLeitura -  Fundação Biblioteca Nacional – Av. Rio Branco n° 219 – Centro – CEP 20040-080, Rio de Janeiro -RJ. Mais informações no site: www.pnll.gov.br/





domingo, 19 de agosto de 2012

Festival de Cinema de Gramado 2012: vencedores


Ontem ocorreu a premiação do que de melhor passou no 40° Festival de Cinema de Gramado. Após 4 décadas de vida, o Festival premiou a diversidade. Filmes com teor histórico, dramático, cômico e de suspense. Mesmo com uma seleção fraca, com alguns roteiros chatos e cansativos, notou-se que há muita gente boa fazendo cinema, uma geração que está despertando para a sétima arte de uma forma surpreendente. Belas fotografias, enredos e principalmente, boas atuações foram vistas durante os 9 dias de Festival. E quem no final ganhou, fomos nós com obras como: "O menino do cinco", "O som ao redor", "Calafate: zoológicos humanos" e "Tropicalismo now". Injustiça, claro que houve, mas nada tão decepcionante. 

A grande noite do cinema do sul do Brasil emocionou e divertiu o público, que lotava o Palácio dos Festivais, com os discursos do trio de "Colegas" e a dupla de diretores do curta "O menino do cinco", Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira.  Segue a lista do vencedores:

Longa-metragem Estrangeiro

Melhor Fotografia
Vencedor: Boris Peters e Larry Peters/ Leontina

Melhor Roteiro
Vencedor: Eduardo del Llano Rodríguez / Vinci

Melhor Ator
Vencedor: Jorge Esmoris / Artigas, la Redota


Menção Especial
Vencedor: Artigas, la Redota / Direção de Arte de Daniel Fernández e Mariana Pereira e Vinci / Trilha

Sonora de Ricardo Pérez
Vencedor: Artigas, la Redota / César Charlone

Melhor Diretor
Vencedor: César Charlone / Artigas, La Redota

Melhor Filme
Vencedor: Artigas, la Redota

Júri da Crítica

Melhor Curta-metragem
Vencedor: Menino do Cinco / Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira

Melhor Longa Estrangeiro
Vencedor: Artigas, la Redota / César Charlone

Melhor Longa Brasileiro
Vencedor: O som ao redor / Kleber Mendonça Filho

Longa-metragem Brasileiro

Melhor Desenho de Som
Vencedor: Kleber Mendonça Filho e Pablo Lamar / O Som ao Redor

Melhor Trilha Musical
Vencedor: André Abujamra / Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now!

Melhor Direção de Arte
Vencedor: Zenor Ribas / Colegas

Melhor Montagem
Vencedor: Leyda Napoles / Jorge Mautner – O filho do holocausto

Melhor Fotografia
Vencedor: Gustavo Hadba / Jorge Mautner – O filho do holocausto

Melhor Roteiro
Vencedor: Pedro Bial / Jorge Mautner – O Filho do Holocausto

Melhor Atriz
Vencedor: Fernanda Vianna / O Que Se Move

Melhor Ator
Vencedor: Marat Descartes / Super Nada

Prêmio Especial do Júri
Vencedor: Breno Viola, Rita Pokk e Ariel Goldenberg / Colegas

Melhor Filme Júri Popular
Vencedor: O Som ao Redor


Melhor Diretor
Vencedor: Kleber Mendonça Filho / O Som ao Redor

Melhor Filme
Vencedor: Colegas / Marcelo Galvão


Curtas-metragens

Melhor desenho de som
Vencedor: Gabriela Bervian / Casa Afogada

Melhor Trilha Musical
Vencedor: Marcos Azambuja / Funeral à Cigana

Melhor Direção de Arte
Vencedor: Iara Noemi e Gilka Vargas / Casa Afogada

Melhor Montagem
Vencedor: Di Melo – O Imorrível / Gustavo Forte Leitão

Melhor Fotografia
Vencedor: Bruno Polidoro / Casa Afogada

Melhor Roteiro
Vencedor: Marcelo Matos de Oliveira / Menino do Cinco

Melhor Atriz
Vencedor: Sabrina Greve / O Duplo

Melhor Ator
Vencedor: Thomas Vinícius de Oliveira / Menino do Cinco

Prêmio Especial do Júri
Vencedor: A mão que Afaga / Gabriela Amaral Almeida


Melhor Filme Júri Popular
Vencedor: Menino do Cinco / Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira

Melhor Diretor
Vencedor: Gilson Vargas / Casa Afogada

Melhor Filme
Vencedor: Menino do Cinco / Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira

Prêmio Canal Brasil – Melhor Filme
Vencedor: Menino do Cinco / Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira


sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dica de cinema: Valentin


A dica de hoje é um filme que fala de amizade, infância, sonho e imaginário: "Valentin". O filme, dirigido por Alejandro Agresti (de "A casa do Lago"), se passa na Buenos Aires da década de 60. Valentin (vivido por Rodrigo Noya) é um menino de 9 anos que vive com sua avó (a atriz Carmen Maura), uma vez que seu pai vive atarefado trabalhando e sua mãe está desaparecida desde quando seus pais de divorciaram. 


Valentin é uma criança solitária que reparte seu tempo sonhando em se tornar um famoso astronauta e escutando as estórias contadas por sua querida avó. Seu desejo é que pai o leve para conhecer sua mãe.  Valentin, porém, passa a crer que possa ter finalmente uma mãe quando é apresentado à Leticia (Julieta Cardinali), a mais nova amada de seu pai. Um filme singelo que nos faz recordar de muitos momentos de nossa infância, de nossos medos, nossas alegrias e nossas curiosidades.

FICHA TÉCNICA:
Título:  Valentin
País de Origem:  Argentina / Holanda / França / Itália / Espanha
Gênero:  Drama
Tempo de Duração: 86 minutos
Ano de Lançamento:  2002
Elenco:
Rodrigo Noya: Valentín
Carmen Maura: Abuela
Julieta Cardinali: Leticia
Jean Pierre Noher: El tío Chiche
Marina Glezer:  La maestra

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Dica de cinema: "Atravessando a ponte - o som de Istambul"


A dica de hoje é um filme do diretor Fatih Akin ( “Contra parede” e “ Do outro lado “ e “Soul Kitchen” ): “Atravessando a ponte - o som de Istambul”, um documentário a respeito da atual cena musical e cultural de Istambul, a maior cidade da Turquia. 


Com belas imagens de uma das cidades mais lindas do mundo, Akin faz referência à própria Turquia no título da obra, uma vez que o país é a fronteira entre a Europa e Ásia.  A Turquia já é habituada ser referenciada como uma "ponte" entre os "mundos" Ocidental e o Oriental, fundindo as duas culturas em algo ímpar. Um belo documentário sobre música, cultura e raízes. 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Mais livros, mas o faturamento...


Estimado em R$ 4,8 bilhões, o mercado editorial brasileiro está produzindo mais e imprimindo mais. Em termos de faturamento, no entanto, o crescimento de 2011 comparado ao de 2010 foi mínimo, de apenas 0,81% - já descontada a inflação e somadas as vendas das editoras para livrarias e leitor final e também para o Governo. Se excluídas dessa conta as expressivas compras do Governo, sobretudo o Federal, que sustentam muitas editoras, o que se registrou, no último ano, foi queda real de 3,27%. As informações são da pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro 2011, revelada nesta quarta em São Paulo.

Feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) por encomenda da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Sindicato Nacional de Editores (Snel), a pesquisa ouviu 178 editoras, uma amostra considerada por Leda Paulani, da Fipe, como suficiente estatisticamente. São cerca de 500 as editoras ativas no País. 

Para Karine Pansa, presidente da CBL, 2011 foi um ano ruim para todos os setores da economia se comparado ao anterior. 

– Livro não é produto de primeira necessidade, como o arroz e o feijão, e vai ser o primeiro item a deixar de ser comprado.

Mas ela ressalta que o mercado está seguro. 

– Estamos vivendo um momento de estabilidade com tranquilidade por saber que o mercado está estruturado para se manter mesmo em momentos difíceis – comenta Pansa.

E está sendo um momento difícil especialmente para o segmento de obras gerais, que registrou queda de 11,07% no faturamento - caindo de pouco mais de R$ 1 bilhão em 2010 para R$ 903 milhões em 2011. Essa queda tem sido contínua. Em 2010, o faturamento já tinha ficado 6,38% menor do que o do ano anterior. 


Também ganhou-se menos dinheiro com os livros religiosos - R$ 464 milhões em 2011 contra R$ 494 milhões em 2010. Aqui, vale lembrar que a edição anterior da pesquisa mostrava que o setor era o que mais crescia. Se agora a queda é de 6%, em 2010 o crescimento foi de 24%.

Quem cresceu mesmo em 2011 foi o segmento de livros científicos, técnicos e profissionais (CTP). Ele faturou R$ 910 milhões contra os R$ 739 milhões de 2010. O aumento, de 23,10%, pode ser relacionado ao boom da educação superior, expresso no aumento de estudantes universitários e numa maior demanda por livros técnicos, apontou Leda.

Os didáticos ainda são responsáveis pela maior fatia deste mercado e teve um crescimento de 7,87% em relação a 2010, quando o faturamento foi de R$ 1,1 bilhão. O setor fechou 2011 com R$ 1,18 bilhão.

Foram produzidos, no total, 58.192 títulos em 2011 - em 2010 o número ficou em 54.754. Desse total, 20.405 foram feitos em primeira edição e 37.787 se referem a reimpressões. Em exemplares produzidos, o número foi parecido: 492.579.094 (2010) e 499.796.286 (2011). Foram vendidos, em 2011, 469.468.841 exemplares - dos quais 283.984.382 para o mercado e 185.484.459 para o Governo. 

As livrarias ainda são o lugar preferido dos brasileiros para comprar livros. Elas são responsáveis por 44% dos exemplares vendidos e por 60% do que se fatura com livro. 

Preço
O livro está ligeiramente mais barato e hoje custa, em média, R$ 12,15. Em 2010, o valor era R$ 12,94. O valor pago pelo governo, no entanto, ficou em R$ 7,48. Esses números não são comparáveis, já que por comprarem em quantidades altíssimas, os órgãos responsáveis por essas negociações fazem o preço. 

Por outro lado, esse valor mais baixo do livro para o consumidor final pode estar relacionado ao aumento da oferta de obras mais econômicas, como as em formato de bolso. O preço do livro tem ficado mais barato a cada ano e o setor se preocupa. 

– A competição entre as editoras é alta e chega uma hora que isso tem que ter um limite. Olhamos com preocupação para o futuro. Quando vemos que o crescimento está abaixo da inflação e do PIB temos que estar atentos. Daqui a pouco vamos pagar para comprarem nossos livros e isso é impossível – diz Sonia Jardim, presidente do Snel.

Digital
Pela primeira vez, a pesquisa da Fipe incluiu os e-books. 

– Estamos na fase de investimento. Como o número é pequeno, qualquer crescimento é geométrico, mas o número é inexpressivo – comenta Sonia. Foram vendidos, no total, 5.235 itens digitais - de arquivos em PDF a aplicativos. O faturamento ficou em R$ 868 milhões.


Fonte: Agência Estado

terça-feira, 10 de julho de 2012

Dica de filme: Cópia Fiel


“Cópia fiel” é o primeiro filme do Abbas Kiarostami rodado fora do Irã. Diretor de grandes obras como “Dez”, “Gosto de Cereja”, vencedor da Palma de Ouro em Cannes em 1997 e premiado com "O vento nos levará" em Veneza em 1999, Abbas costuma expor nas telas temas universais e “Cópia Fiel” é mais um da leva. 

                               


O filme conta a história de James Miller, um filósofo inglês que lança seu livro sobre o valor da cópia na arte em uma pequena cidade da Itália. Na apresentação, conhece Elle que é dona de uma galeria de arte e que vive com seu filho pré-adolescente. Eles passam a tarde juntos e com isso, inicia-se um complexo jogo entre os personagens. O filme além de ótimas interpretações possui belas paisagens da Itália. É um filme que beira a surpresa ao longo da história. Não é apenas uma película, é uma obra de Abbas Kiarostami.


Ficha técnica:

Cópia Fiel (Copie Conforme)
França, Itália, Irã
Ano: 2010.
Direção e roteiro: Abbas Kiarostami.
Com Juliette Binoche e William Shimell.
Duração: 106 minutos.