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domingo, 22 de janeiro de 2017

Crowdfunding: Documentário quer mostrar cotidiano de refugiados sírios





terça-feira, 22 de julho de 2014

Al Ghor - Oriente Médio. Vivendo na região mais baixa do planeta

Vivendo na região mais baixa do planeta

Al Ghor ou Al Ghawr é uma região do Vale do Jordão na fronteira da Jordânia com Israel e Cisjordânia com cerca de 110 km de extensão entre o mar da Galiléia (Lago Tiberíades) e o Mar Morto. Está é a região habitada mais baixa do planeta cerca de 300 metros abaixo do nível do mar. Al Ghor (pronuncia-se Al Ror) faz parte do complexo chamado de Great Rift Valley no qual o rio Jordão corre entre as fronteiras dos países. Este é o lugar que alimenta boa parte do Oriente Médio. As terras do Al Ghor são férteis e na metade norte do vale, no lado da Jordânia, existe um canal que auxilia na irrigação das terras cultivadas. O canal corre paralelamente ao rio Jordão, cerca de 72 km, entre o Rio Yarmuk e o Rio Zarqa. Suas águas ajudam no cultivo trigo, verduras, pimentas e frutas durante o ano todo.  Entre os países que importam os produtos do Al Ghor estão: Turquia, Europa, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Líbano e Arábia Saudita. Na parte sul do Al Ghor, a agricultura é praticada por meio de largos oásis e nas regiões partes não irrigadas, a criação de ovelhas e cabras predomina.


O verão é escaldante durante o dia e a noite o vento trás uma temperatura amena. Por ser muito baixa, é rodeada por grandes e belas montanhas a Leste (em direção a Amã) e Oeste (Israel e Cisjordânia) cheia de grandes e pequenas cavernas, ás vezes, habitadas por pequenos grupos de beduínos. Há comércio, banco, restaurantes, hospitais e toda uma infra-estrutura, simples, mas existe, para os milhares de moradores, sejam eles sazonais ou fixos. Durante os meses de setembro a junho a região é invadida por palestinos e egípcios em busca de trabalho nas inúmeras fazendas. Atualmente, os refugiados sírios também costumam vir para tentar a sorte durante os meses de colheita. Na realidade, Al Ghor é uma região predominantemente de auxílio aos refugiados dos países vizinhos, como os palestinos expulsos de suas casas por Israel que não conseguem trabalho nas grandes cidades.

A região é berço de muitas histórias e descobertas arqueológicas. A mais famosa delas é a do achado dos manuscritos de Balaão, filho de Beor, que segundo os dois livros sagrados (Torá e Bíblia) foi um profeta cujo Balaque deu ordens para amaldiçoar o povo de Israel. Estes manuscritos foram encontrados na cidade de DeirAllah, cerca de 60 km do Mar Morto. Por estar no coração do Oriente Médio, Al Ghor foi rota de diversos profetas e seguidores destes. No caso do profeta Maomé, vários de seus Sahabah (companheiros) estão enterrados em mesquitas da região como: Dhirar ibn al Azwar, Abu Ubaidah ibn al Jarrahe  e Shurahbeel ibn Hassana. Além disso, foi o local onde ocorreu a Batalha de Fahl entre o Califado islâmico e o Império Bizantino em 635.

Nesta que é uma das regiões habitadas mais antigas, olhar de longe o verde das plantações nos faz ver o quanto o Homem é forte para sobreviver e cultivar vidas em partes tão longínquas e áridas da Terra.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Mar Morto

Um dos lugares mais impressionantes que já visitei até agora foi o Mar Morto. O Mar que na verdade é um Lago ( o que me faz lembrar o debate do que seria o Guaíba em Porto Alegre) é impressionante. A estrada que leva ao Mar Morto, a rodovia 65, é linda. É quase que impossível não prestar atenção ao redor, cheio de montanhas e paisagens que mais parecem lunares. De repente ao lado direito, para quem segue para Aqaba, surge em um penhasco um mar azul brilhante. Por mais que suas águas estejam secando, ele parece gigante diante de nós. São águas hipnotizantes.


Ao chegar perto, sente-se um cheiro diferente, não é aquele cheiro típico de mar, é algo inexplicável, talvez seja pelos altos índices de cálcio, magnésio e potássio. Ao se tocar a água, ela é norma e de tão cristalina, dá para ver as pegadas deixadas como se fossem petrificar no fundo lamacento. 

O Mar atualmente está com uma extensão de mais ou menos 60 km. E a rodovia 65 segue seu percurso até o final do Mar. Em várias partes dá pra se notar umas espécies de piscinas ou grandes buracos (chamados de Bolaines) que são de água doce! Sim. Como o mundo está sabendo, as águas do Rio Jordão estão secando e é ele que abastece o Mar Morto. Com isso, o Mar, a cada dia, recebe menos água, o que forma estes buracos. Dizem especialistas que são águas de um rio subterrâneo descoberto pelos judeus há alguns anos atrás.


O mais incrível do Mar Morto são as histórias que ao longo dos milênios ocorreram por estas bandas, principalmente as histórias de cunho religioso como a separação dos filhos de Abraão, Ismael e Isaque, iniciando a criação das duas grandes nações (árabes e judeus) ou aquele episódio em que Jesus foi tentado pelo Diabo durante quarenta dias e quarenta noites. Mas nenhuma ganha tanto destaque como a de Sodoma e Gomorra que estavam localizadas aqui e acredita-se que estão submersas pelas águas do Mar e a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Aqaba - a bela cidade às margens do histórico Mar Vermelho

A cidade turística mais ao sul da Jordânia é a bela Aqaba. Situada às margens do Mar Vermelho (o famoso mar que Moisés abriu) é um importante ponto estratégico para o reino da Jordânia. Seus limites são com Israel, Egito e Arábia Saudita. Aqaba é linda e antiga, sua história remonta há quase 4 mil anos. Por onde se olha a geografia da cidade impressiona (mar e montanhas vivem em harmonia). A economia da cidade está baseada fundamentalmente no comércio do porto (Aqaba possui o único porto da Jordânia e é por ele que entram boa parte do que é importado pelo país) e no turismo. Há hotéis e restaurantes para todos os bolsos, já que Aqaba é um dos lugares favoritos dos jordanianos para curtirem fim de semana, férias e feriados. A viagem é cansativa, mas bela. Há dois pontos que levam a cidade, a rodovia 65 que corta o país de norte a sul e outra rodovia que liga Amã a Aqaba. 


Mas o ponto crucial de visitar Aqaba é o Mar Vermelho. Ele é simplesmente lindo. Suas águas são de um azul turquesa cristalino incomparável e pode-se observar os corais e os peixes da beira dependendo do ponto que você está. Há praias públicas e outras pertencentes aos hotéis. Para quem gosta de curtir um pouco de aventura, é possível fazer mergulho e também, fazer um passeio atráves de uma espécie de submarino no qual os turistas sentam na parte inferior (que é feita de vidro) e observam a bela vida marinha do mar com peixes coloridos, tartarugas, tubarões e tanques de guerra que estão submersos. O passeio custa 30 dinares e a duração é de 1 hora e 30 minutos. Caso não queira se aventurar em mergulhos, a melhor coisa a se fazer é observar o por-do-sol. O Sol de põe atrás das montanhas localizadas no outro lado do Mar Vermelho onde estão as cidades de Eilat (Israel) e Taba (Egito). É possível pegar uma balsa e visitar o lado Israelense.


Aqaba possui uma bela estrutura. É uma cidade bem organiza e limpa (tirando o centro histórico onde estão localizadas as lojas - parece que estamos no Chuí). A cidade é famosa por ser uma Free Zone nos quais os jordanianos costumam compram produtos como perfumes e eletrodomésticos por um preço bem mais atrativo que o restante do país. A única parte ruim de Aqaba é o calor. Nesta época do ano (primavera no hemisfério norte) a temperatura média da cidade é 38 graus. Um calor quase que insuportável se não tivesse a brisa do Mar Vermelho.  


O velho e famoso Mar Vermelho que eu imagina, quando criança, Moisés abrindo-o com seu cajado, livrando os judeus das garras do Faraó é cheio de vida maritima e hoje é um dos lugares mais interessantes para a prática do mergulho. Aqui israelenses e árabes vivem de frente um para o outro e em paz. 

domingo, 25 de maio de 2014

Como é a violência no Oriente Médio?

Esta foi a pergunta que mais ouvi antes de vir para o Oriente Médio: "Mas tu não tem medo de ir pra lá?" Buenas...minha resposta sempre foi a mesma: "Tenho medo é de viver no Brasil". Então, vamos tirar a prova dos 9...

Experimente caminhar na sua cidade de madrugada, deixar a chave do seu carro na ignição e sair para ir pagar uma conta no banco, não trancar a porta e as janelas de casa, andar na rua falando com alguém no seu IPhone,...Utopia? Não! Isso ocorre no Oriente Médio.

Agora pense no que você lê ou assiste quando acessa um site de notícias ou quando está jantando e começa o jornal? Violência. No Brasil respiramos violência, almoçamos violência, escutamos violência. Ela está tão presente no cotidiano da sociedade brasileira que se tornou algo banal para a população, para os Governos e para os bandidos. Aliás, as únicas notícias relacionadas ao Oriente Médio são sobre violência!

A população brasileira já está perdendo o prazer em se divertir, em compartilhar momentos bons com a família ou com os amigos. Há medo de se sair para jantar e voltar tarde (quando não ocorre arrastão no restaurante), de se locomover pelas ruas de carro, de se ostentar. Aqui, as principais cidades possuem serviços 24 horas para atender a população que necessita comer e fazer comprar em horários não comerciais devido suas vidas corridas, por exemplo. Passear a noite é costume dos árabes, principalmente nas quintas e sextas e durante o mês de Ramadã. Boa parte das redes de restaurantes e fast-foods costumam fechar suas portas às 5:00 da manhã. Não há problema de se cruzar um parque a noite, uma rua escura ou dirigir de madrugada.



No Oriente Médio a insegurança é outra. Falar em violência é falar em conflitos. A violência está no cotidiano dos países que estão sofrendo ou sofreram com guerras, como Síria e Iraque. Porém não é a violência que estamos acostumados no Brasil, violência que está encravada em nossa sociedade e que a cada dia cresce, deixando os brasileiros reféns dos bandidos e de Governos inoperantes e apáticos. Aqui é a violência por meio de declaração. Ela tem nome e alvo. É política (no sentido de existir uma razão política-social entre as partes).

Os números de assaltos e assassinatos em países como EAU, Jordânia, Catar, Kuwait, Líbano são extremamente pequenos. E como é sempre noticiado, morre mais gente, anualmente, no Brasil com arma de fogo que qualquer outra guerra no mundo.

É algo para se refletir, já que a desigualdade social também está presente nesta região. Há gente muito pobre, há gente muito rica. Se vê meninos desfilando com nike, camisa e calça de marca e outros de chinelo de dedo e blusa surrada vendendo hortelã e outras especiarias em uma barraquinha com o pai no centro de Amã. Porém, existem três componentes muito fortes que podem explicar isso: Lei, Religião e Valores. As leis são duras para os infratores, a religião pesa muito na hora de se pensar em cometer um crime e os valores morais e éticos ainda são muito fortes na sociedade árabe-muçulmana. A unidade familiar ainda possui um atributo importante que é o da educação. Outro fator que, também, pode ser colocado em voga é a proibição de bebidas alcoólicas e drogas (Na Jordânia há lojas especializadas na venda de bebidas, mas somente não-muçulmanos podem comprar). Já drogas, o mercado negro deve existir por aqui...Só não seja descoberto, senão...

Muitas pessoas me perguntam como é viver no Brasil e acabo sempre dizendo a mesma coisa: "É bom, mas a violência é demais". É uma frase batida, mas tão real e triste que não me faz sentir saudade quando penso nisso. Ainda estou me acostumando a ser livre por aqui. Sem me preocupar se posso ser seguida ao sair do banco ou se usar um par de brincos de ouro. Já os árabes, ficam abismados em saber que a gente com tanta beleza, riqueza e sendo um povo tão querido, sofremos tanto com esse problema. O tema é tão complexo no Brasil e aqui que fico na superficialidade.

Por outro lado, não quero pintar o Oriente Médio como um paraíso, mas é tão bom poder andar pelas ruas às 3:00 de madrugada tomando sorvete e jogando conversa fora sem se preocupar.

terça-feira, 20 de maio de 2014

O trânsito no Oriente Médio

Hoje resolvi escrever sobre o sistema de transporte no Oriente Médio.

Começo falando pelo Metrô de Dubai. O sistema de metrô da cidade é simplesmente maravilhoso - também, ele se destaca por ser o metrô mais luxuoso do mundo. A cidade possui mais de 40 estações (são duas linhas: vermelha e a verde) e cada estação parece uma galeria de arte ou um aeroporto pelo sua arquitetura. São lindas, climatizadas, limpas e organizadas. É um ponto turístico como a Linha A de Buenos Aires (obrigatória sua visitação). O sistema de informação é audiovisual e bilingue (arabe-ingles). Então não há preocupação de se errar a estação que se deseja descer. Além disso, a segurança é realizada por meio de cameras e policiais, dedicados exclusivamente ao metrô, fazem o monitoramento das linhas. Os trilhos são monitorados por sensores que, caso reconheçam algo errado, diminuem a velocidade automaticamente dos vagões. 


O sistema é controlado por computador e não há maquinista. Assim, a parte da frente do primeiro vagão é a mais disputada para quem deseja ficar admirando a vista durante o percurso - principlamente nas rotas de superficie. Há vagões exclusivos para mulheres e crianças, portadores de necessidades especiais e cabines chamadas gold - de luxo - para quem quiser viajar com mais conforto...Mais conforto do que os vagões "normais" ofecerem... 

Existem várias restrições e multas, caso o usuário não seja um cidadão respeitável. É proibido fumar, dormir, comer e beber no interior dos vagões e das estações - nem pense em deixar migalhas de salgadinho no chão do metrô. É multa na certa!

Tá mas e o preço para se andar nesta belezura? As tarifas variam conforme os trechos e custam a partir de 1,80 dhs (cerca de R$1,00) na cabine normal e 3,60 dhs (mais ou menos R$2,00) na classe Gold (luxo). Sim, acredite! Estes valores são para partidas e chegadas numa mesma zona do sistema. No site oficial do metrô é possível fazer uma simulação com os trechos desejados para se ter conhecimento do valor exato do custo da passagem. 

O horário de funcionamento do metrô varia de acordo com o dia da semana:
Sábado à quarta-feira: 5:50 a 00:00
Quinta-feira: 5:50  a 01:00
Sexta-feira: 13:00 a 1:00

Outro sistema muito utilizado de transporte é o táxi - esse é uma piada o valor da corrida. Já que o preço da gasolina na cidade é 0,70 centavos de real o litro...Há táxis exclusivos para mulheres digiridos por taxistas mulheres e identificados pela cor rosa. Todavia, se você é mulher pode pegar um táxi que não seja exclusivo - sem problema. 

Mas quem gosta de conhecer um lugar e ver como é o cotidiano de seus habitantes, pode-se aventurar pegando um dos 500 ônibus espalhados pela cidade que possuem conexão com as linhas de metrô. E não pense que, em pleno o verão de 45 graus de Dubai, você ficará esperando ao Sol o ônibus chegar. Todas as paradas de ônibus são cabines climatizadas. 


Outra alternativa é alugar um carro (muito barato), fazer longas caminhadas ou alugar uma bicicleta. Caminhar por Dubai é otimo! As estradas e avenidas no pais são muito bem estruturas e oferecem segurança aos motoristas.

O trânsito de Dubai flui e nos horários de picos há muitos carros circulando, mas nada que faça você meter a mão na buzina desejando que seu carro criasse asas e voasse. Diferentemente do sistema de trânsito e transporte de Amã. 

A capital da Jordânia o lema para se dirigir é: "Cada um por si. E salve-se quem puder". O número de carros batidos e arranhados é imenso. Por onde você olhar conseguirá avistar um carro assim. Não há metrô na cidade - apesar que existe um projeto, há anos, para a construção de um metrô (fico pensando como seria um sistema deste em uma cidade montanhosa como Amã) - e os onibus são antigos. A melhor maneira de se locomover é por táxi. Os pedestres se arriscam ao atravessarem as ruas, já que quase não existe faixa de pedestre. O que existem são passarelas, mas não o suficiente, claro. 

Buzinar é a mania dos motoristas por aqui. Se buzina por tudo! Para o carro da frente andar mais rápido, para avisar que o sinal a sinaleira está verde (eles buzinam antes de mudar a cor!), para cumprimentar alguém ou, meramente, buzinam. E não é raro ver um carro se atravessar do nada na sua frente porque o motorista avistou um amigo na rua. Eles param para conversar na via.   


Quase não se vê moto. As que existem são de empresas de entrega e da polícia - as motocicletas da polícia da Jordania são iguais as da polícia dos EUA. Dirigir e falar ao celular é tão comum como fumar por aqui. O que parece é que não existem leis de trânsito. Se atravessa o sinal vermelho, se buzina em frente a hospitais, se dirige ultrapassando o limite de velocidade, se estaciona nas calçadas - um dia desses um carro do Governo estava estacionado em cima da calçada deixando totalmente a via sem passagem para os pedestres que se arriscavam passando ao lado dos carros. Aqui, também, existem uma espécie de táxi coletivo. São carros que transportam passageiros com um destino já fixo por um valor muito menor se você fosse sozinho até o destino requerido com um táxi normal ou ônibus. 

Tudo que ocorre em Amã, ocorre nas grandes cidades do Brasil, mas parece que aqui são mais frequentes. Ou melhor, rotineiras. E não somente na capital, mas em outras cidades da Jordânia (sejam pequenas ou grandes cidades). Muitas pessoas me disseram que não era assim. O trânsito e a educação no trânsito mudaram com o imenso número de estrangeiros , ou melhor, refugiados que começaram a chegar fugidos das guerras em países da região (Iraque – pós invasão dos EUA, Siria – Guerra Civil, Palestina – expansionismo Israelense). Como ouvi: “É o preço que a Jordânia paga por ser pacífica”. 

Mas nem tudo é caótico por aqui, há algo muito interessante na Jordânia que no Brasil é visto como perigoso: a carona. É muito comum ver pessoas pedindo carona nas ruas e muitos motoristas atendem os pedidos. Na maioria são senhoras, crianças (indo ou saindo para estudar) ou trabalhadores. Há um sentimento muito grande entre o povo daqui de acolhimento e cooperação entre eles. Precisa de algo? Nós te ajudamos! E isso é em tudo. Mesmo que você tenha pouco, seu pouco pode ser compartilhado e ajudar uma segunda pessoa.

Amã, Dubai, Jerash, DayrAllah, Abu Dhabi, Al Salt são os contrastes desta terra cheia de distinção e semelhança com o Brasil. O que me faz ver que estamos no meio do caminho entre atrasado e o moderno. 

domingo, 18 de maio de 2014

Jerash - a mais romana das cidades do Oriente Médio

A primeira cidade turística que visitei na Jordânia foi Jerash. E a frase para descrevê-la é: De volta à Roma antiga! Jerash é a segunda cidade mais visitada do país perdendo, é claro, para Petra. Para quem ama história, como eu, é uma parte do território jordaniano obrigatório para se ir e contemplar mais de 2 mil anos de história. 

Jerash está localizada pertinho de Amã, cerca de 40 km, mais especificamente, ao norte. A moderna cidade de Jerash fica a leste das ruínas. A velha e a nova Jerash dividem a muralha construída a milhares de anos. As ruínas da cidade antiga ficaram escondidas por séculos até serem "descobertas" no início do século XX por Ulrich Jasper Seetzen. A partir daí, iniciou-se o período de escavação e restauração. Atualmente, é uma das dez cidades romanas mais bem preservadas do mundo e, como Amã,  seu relevo é totalmente montanhoso com temperaturas agradáveis durante quase todo o ano. A maioria destes monumentos foram construídos por doações de cidadãos ricos da cidade durante seu auge.


Suas ruínas contam muito da história da região. A cidade foi conquistada pelo General romano Pompeu em 63 a.C. E sua era de ouro foi durante o domínio romano, no qual era conhecida por Gerasa. Conta-se que após a conquista do Império Romano em 63 a.C., Jerash e terras arredores foram incorporadas pela província romana da Síria, e mais tarde se juntou as cidades que formaram a Decápolis (grupo de dez cidades na fronteira oriental do Império Romano na Judéia e Síria). Em 90 d.C., Jerash foi absorvida pela província romana da Arábia, que incluia a cidade de Filadélfia (atual Amã). Todavia, escavações recentes mostram que Jerash já foi habitada durante a Idade do Bronze ( 3200 a.C. - 1200 a.C.). No seu auge, Jerash chegou a ter cerca de 800 mil metros quadrados, uma grande cidade para os padrões da região.

O imperador Adriano visitou Jerash entre os anos 129-130 e em homenagem à visita foi construído um arco ao sul da cidade.  Em 614, os persas invadiram Jerash. E a partir daí iniciou-se seu declínio. No ano 749, um grande terremoto devastou grande parte de Jerash e seus arredores. Durante o período das Cruzadas, alguns dos monumentos foram transformadas em fortalezas, abarcando o Templo de Artemis. Pequenos assentamentos continuaram em Jerash até a invasão otomana. 

Andando pela cidade antiga, nota-se que todos os espaços estão bem informados através de placas que contam a história do monumento e da cidade (em três idiomas: inglês, latim e árabe). Entre os lugares para se visitar em Jerash incluo:

A coluna Corinthium,
Cardo Maximus,
Arco de Adriano ( já quase na entrada da cidade),
O circo / hipódromo,
Os dois grandes templos (dedicado a Zeus e Artemis),
O Fórum oval em perfeitas condições e é cercado por uma bela colunata,
A rua com colunatas,
Região onde estava localizada o comércio da cidade,  
Dois teatros (o Grande Teatro do Sul - no qual ocorre anualmente o Festival de Jerash e o Teatro do Norte, menor),
Dois banheiros tipicos - aqueles nos quais os romanos se banhavam em público,
Dois pequenos templos,
Um circuito quase completo de muralhas da cidade.
Uma catedral construída no século IV,
A igreja de Marianos,
Uma antiga sinagoga com mosaicos detalhados, abrangendo a história de Noé, foi localizado debaixo de uma das igrejas.


Durante o trajeto há rapazes vendendo água, refrigerante, chapéus, mascaras do V de Vingança ( que eu não entendi o motivo), flautas tradicionais árabes no valor de 1 dinar (um pouco mais de R$3,00 – óbvio que tive que comprar um de recordação) e cobrando para tirar foto dos turistas...Há, também,  guias em 7 idiomas, não incluso o nosso, a 35 dinares para levar os turistas por todo o trajeto. Jerash é incrível não somente pela arquitetura greco-romana, mas por se saber que o tempo a deixou escondida por séculos embaixo da areia. Dá para imaginar o quanto ainda está por ser desvendado nestas terras...

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Biblioteca da Grande Mesquita Sheikh Zayed - Abu Dhabi

Não é somente a religiosidade ou o turismo que levam inúmeras pessoas diariamente a visitarem a Grande Mesquita Sheikh Zayed, um verdadeiro monstro arquitetônico construído no deserto de Abu Dhabi, capital dos Emirados Arabes Unidos. No terceiro andar da oitava maior mesquita do planeta, há um tesouro de conhecimento a ser desvabrado: a Biblioteca da Grande Mesquita Sheikh Zayed. E como estudante de Biblioteconomia no Brasil, não poderia estreiar este espaço não falando desta biblioteca.

O ACERVO

Além de raridades como cópias originais do Alcorão reproduzidas na Europa durante os séculos XVI a XIX, o acervo conta com mais de 57.000 obras entre livros, manuscritos, revistas, jornais e materiais audiovisuais sobre religião, cultura, ciências, arquitetura, artes e história árabe, escritos não somente na lingua nativa, mas também em onze outros idiomas que trazem documentos a respeito de como a civilização islâmica é percebida por outras culturas. 

As informações sobre a coleção de manuscritos da biblioteca está toda disponível através de microfichas (cartões) para sua preservação, já que existem materiais com mais de 500 anos no acervo.

O ESPAÇO 

Ergonomicamente falando, a biblioteca foi totalmente pensado para o conforto do usuário, seja ele com necessidades especiais ou não. Existem janelas com vistas magníficas para a cidade, a iluminação, mobília e espaço de transição apropriados. É possível acessar a Internet usando o seu próprio computador portátil, no qual o acesso gratuito.

SISTEMA DE CATALOGAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO

A Biblioteca utiliza o sistema da Biblioteca do Congresso Americano de classificação e as Regras de Catalogação do AACR2 segunda edição. O software utilizado é o Millennium, que oferece, por meio de títulos, autor, assunto e resumos, a recuperação da informação. O sistema de números de chamada é um pouco distinto do nosso, porque se usa números e letras de A a Z. Ele é lido da esquerda para a direita e de cima para baixo (é uma informação importante uma vez que o idioma árabe se lê e se escreve da direita para a esquerda). De acordo com a biblioteca, o Millennium é altamente capaz de integrar cada vez mais diversas fontes e conteúdos com acesso fácil. Além disso, o software resolve problemas de forma rápida e eficiente e produz relatórios e estatísticas precisas e atualizadas sobre as operações da biblioteca.

SERVIÇOS 

A biblioteca proporciona diversos serviços e todos gratuitos aos usuários. Entre os usuários do espaço estão os funcionários da mesquita e a comunidade em geral. Os funcionários podem pegar até 5 livros por um período de 15 dias (renováveis duas vezes por mais 15 dias). Já a Comunidade em geral pode pegar 3 livros por 15 dias (renováveis uma vez por mais 15 dias). E as renovações podem ser feitas no balcão ou por telefone.

Existe, também, serviço de referência. Este auxílio à Pesquisa é realizado pela equipe de referência, que está disponível para ajudar os usuários da biblioteca a encontrarem o material desejado, seja no formato impresso ou eletrônico. A área de referência contém várias estações de trabalho em rede que dão acesso ao catálogo online da biblioteca e outros recursos eletrônicos. Além disso, serviços de referência abrigam uma coleção de livros não-circulantes de referência, como dicionários. A equipe auxilia os usuários a utilizarem a coleção durante o horário em que a biblioteca se encontra aberta, ou por e-mail e telefone. Existe no site um espaço para solicitações de e-mail para: "Pergunte a um bibliotecário ". No próprio site da biblioteca é disponibilizado a referência dos novos materiais incorporados ao acervo para que o usuário tenha conhecimento do que há de novo. Há, também, links para diversas bibliotecas no país.

Foi uma grande surpresa me deparar com esta biblioteca quando fui visitar a Grande Mesquita. E isso nada mais é do que dar vizualização a um espaço tão importante para sociedade. Nada como ter uma placa indicando o caminho. Aliás, as placas nos salvam e nos confundem na vida. Ainda mais em um lugar no qual a escrita é diferente da qual estamos habituados. Mas isso é sinal de globalização. Façamos os outros nos compreenderem para que possamos ser compreendidos. É por isso que estou em busca de de um mundo que não está nos noticiários, de uma cultura que está sendo distorcida. Quero desbravar e compartilhar com o mundo.

Horários de funcionamento: de domingo a quarta das 9:00 às 20:00 e quinta das 9:00 às 16:00; sábados das 9:30 às 16:30. A biblioteca permanece fechada nas sextas e em todos os feriados religiosos e nacionais. 
Onde: Grande Mesquita Sheikh Zayed 
Site: www.szgmc.gov.ae.

Miracle Garden - o Jardim do Éden de Dubai

Já parou pra pensar encontrar um belo jardim, com flores de verdade em um deserto? Este lugar existe! É o Miracle Garden, localizado em Dubai nos Emirados Árabes Unidos.  O “Miracle” é, hoje, o maior jardim do planeta e não poderia estar em nenhuma outra parte do mundo se não fosse em Dubai. Foi o primeiro lugar que fui visitar ao chegar na cidade. E que início de viagem maravilhoso!!!


O "Dubai Miracle Garden" contém mais de 45 milhões de flores nas formas de corações, estrelas, iglus, borboletas, pirâmides, em vasos gigantes, dentro de carros e assim por diante. Concebido como uma atração turística e também com propósito de estabelecer recordes mundiais,o jardim atrai cerca de um milhão de visitantes por ano e a temática do espaço, com os arranjos florais, muda a cada temporada (assim como todos os canteiros de flores espalhados pela cidade) para que os visitantes possam ter a cada visita uma nova e surpreendente experiência.

Basta digitar o nome do Jardim no Google Imagens para se ter noção do que é possível fazer nesta terra que foi e está sendo idealizada para ser um exemplo do que será o futuro. Dubai está se tornando o lugar mais interessante e futurístico da Terra e já está se preparando para receber a Expo 2020 ( Feira Mundial que ocorre desde o século XIX e que em sua próxima edição terá como lema:"Conectando Mentes, Criando o Futuro" - as obras estão por diversas partes da cidade). 


Dubai é uma pequena cidade, com pouco mais 4100 km², às margens do Golgo Pérsico, possui os mais fantásticos pontos turísticos da modernidade, tira água do deserto, faz florescer jardins, constrói edifícios que desafiam a arquitetura e faz milhões de turistas se impressionarem ao pisar em seu solo. O Governo está apostando de forma inteligente no turismo como fonte de renda, já que o petróleo está se esgotando!!!! Na verdade Dubai saiu do pequeno vilarejo extrator de pérolas para se transformar em uma cidade para bon vivant.

Dubai, assim como outras regiões no Oriente Médio, é um exemplo do que se pode ser feito em regiões áridas, como o nordeste do Brasil que sofre tanto com a seca. Desta forma, o "Miracle Garden" pode ser considerado o Jardim do Éden, não somente de Dubai, mas da Terra!


Um lugar lindo para se visitar sempre que se ir à Dubai.

Horário de funcionamento: de Domingo a quinta: das 9hs às 21 hs. Sexta e sábado: das 9hs às 23 hs
Ingresso: 30 AED (cerca de 20 reais) que é possível entrar no Jardim 2 vezes (de dia e a noite) Crianças até 3 anos de idade e pessoas com necessidades especiais a entrada é gratuita.

Site: www.dubaimiraclegarden.com/

Referências: http://entreoriente.blogspot.com/2014/05/miracle-garden-o-jardim-do-eden-de-dubai.html

sábado, 17 de novembro de 2012

Dica de Viagem: Foz do Iguaçu

Uma das cidades que recebe mais turistas no país é Foz do Iguaçu. Localizada junto à fronteira do Brasil com o Paraguai e Argentina (oeste do Paraná) Foz é uma cidade que se deve conhecer pela sua gente e pelas suas belezas.

Quem chega na cidade, a primeira impressão é que é uma cidade como qualquer outra. Foz do Iguaçu é uma das cidades mais importantes turisticamente falando na América Latina. É berço de uma das obras mais lindas criadas por Deus na Terra: As Cataratas do Iguaçu. A emoção ao se aproximar das quedas d’agua é impar. Porém, Foz não é somente Cataratas.

Ao andar pelas ruas, parece que se está numa Torre de Babel. Ouve-se português, espanhol, árabe (2ª maior colônia de árabes do Brasil com cerca de 30 pessoas), japonês, inglês...Uma miscelânea de idiomas e culturas entrelaçadas numa cidade calcada no concreto e no calor fronteiriço do Brasil.  Pode-se ver igreja, mesquita, templo budista, tudo convivendo harmonicamente. Há restaurantes de comida japonesa, árabe, italiana, churrascarias...Comida para todos os paladares!

Dá para se conhecer Foz do Iguaçu em 3 dias. Um roteiro bom e barato ao bolso. Há hotéis bons e acessíveis. Linhas de ônibus levam aos pontos turísticos da cidade e também atravessam a ponte da Amizade para quem quer fazer compras no Paraguai. Segue um roteiro básico para desfrutar de Foz do Iguaçu.

Parque Nacional do Iguaçu
O parque onde estão localizadas as Cataratas é tombado como Patrimônio Natural da Humanidade.  Além de visitar as quedas, os turistas podem fazer trilhas e atividades de ecoaventura, como rapel, rafting e passeios de barco em meio às quedas (para quem não tem medo) . É possível sobrevoar as Cataratas de helicóptero num passeio que dura mais ou menos 30 minutos, mas bem salgado ao bolso.
O valor para entrar no Parque varia de acordo com a residência do turista (cidade, Estado e país). Para moradores do RS custa pouco mais de 24,00. Há transporte (há ônibus que levam até as Cataratas – 15 km de distância de entrada do Parque), lojas e restaurantes no Parque.

Outro passeio muito interessante e pertinho do Parque Nacional é o Parque das Aves.
Aqui, os turistas ficam de frente com pássaros de inúmeras espécies (média de 900 espécies). É um passeio lindo! O trajeto por meio de trilhas com mata nativa é um convite a parte em um dos maiores parques do mundo. Dentro do Parque das Aves podemos ver um borboletário, viveiros de aves, saguis, beija-flores e répteis. No Parque também há estacionamento, lanchonete e loja de souvenirs. O passeio leva em média 1 hora e meia. O valor também varia com o local de residência do turista (Brasileiros: R$ 20,00).


Hidrelétrica de Itaipu

Uma obra faraônica. Esta é a frase que resume Itaipu, a maior hidrelétrica do mundo em produção de energia. Esta gigante, construída pelos Governos de Brasil e Paraguai está localizada dentro do Complexo Turístico de Itaipu. Neste local, nos deparamos com a natureza em si e também podemos visitar o Ecomuseu, o Refúgio Biológico Bela Vista e assistir à Iluminação da Barragem, que é um show esplendoroso.Os preços variam com o que se quer visitar.


Marco das Três Fronteiras
Local que faz a divisa do Brasil com o Paraguai e a Argentina. Aqui, o turista pode contemplar os três marcos concomitantemente, e o encontro dos rios Iguaçu e Paraná. Um belo lugar para sentar e relaxar.

Mesquita Omar Ibn Al Khattab


Construida com ajuda da comunidade islâmica de Foz, a Mesquisa está localizada na Rua Palestina, 680 - Jardim Bandeiras e é datada de 23 de março de 1983. Seu nome é em homenagem a um dos grandes nomes da história muçulmana, Omar Ibn Al-Khatab. Sua visitação pode ser feita diariamente e totalmente de graça. Há visitas guiadas.

Templo Budista


Localizado na Rua Dr. Josivalter Vila Nova, 99 - Jardim Califórnia - o Templo Budista de Foz do Iguaçu é um local de orações da comunidade oriental que reside na cidade. O templo possui uma sacada, na qual podem ser avistados o rio Paraná, a Ilha Acaray, a Ponte da Amizade, o centro de Ciudad del Este (Paraguai) e parte de Foz do Iguaçu.


Foz do Iguaçu ainda possui outros atrativos como prédios históricos, praças...Além disso, quem visita Foz sempre dá uma passada em Ciudad del Este, a vizinha paraguaia famosa por ser o ponto de compras de ambulantes de todo o Brasil. Só se deve ter cuidado ao andar pelas ruelas da cidade. Gente esperta de olha em você é o que não falta por lá.

 

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Os Monumentos mais diferentes da Terra


Quando pensamos em monumentos famosos ao redor do mundo, na maioria das vezes, nos vem a mente:  Pirâmides do Egito, Taj Mahal (Índia), Torre inclinada de Piza (Itália), os Moais (Ilha de Páscoa), Obelisco (Buenos Aires), Pirâmide de Vidro (Paris)...Enfim, todos os monumentos possuem um significado, seja um presente à cidade, a um herói, a uma paixão. Mas, alguns monumentos acabam sendo um pouco estranhos aos nossos olhos. Sejam por criarem ao espectador provocação, confusão... É claro, que todos, tornam-se ponto turístico da cidade onde estão localizados. Abaixo, podemos ver algumas esquisitices e genialidades monumentais localizadas em diversos lugares do mundo:  

Galeria Subaquática Jason de Caires Taylor - Caribe

Debaixo das águas cristalinas do Caribe, centenas de esculturas atraem nova vida marinha ao fundo do oceano caribenho. É um trabalho de arte confluente com a conservação ambiental, em que a instalação “Silent Evolution”, de Jason deCaires Taylor, se transforma em recifes artificiais para milhares de espécies marinhas. A galeria silenciosa é uma série de esculturas que foram construídas para promover a consciência da preservação e servem como um recife artificial. Criadas pelo escultor Jason de Caires Taylor, as esculturas pouco usuais são acessíveis apenas por mergulhadores, ou visíveis através de um barco com fundo de vidro.


Saint Wenceslas montado num cavalo morto - Praga - República Tcheca


Saint Wenceslau, é conhecido como o patrono da região da Bohemia, na República Tcheca. A estátua o coloca montado num cavalo morto, de ponta cabeça, amarrado pelos pés. O autor desta escultura, David Cerny (1967), parodiou a estátua original, que fica em frente ao museu Nacional de Praga, esta sim com Saint Wenceslas de fato montado num cavalo.

Este monumento trás pesadelos a crianças pequenas desde 1546. Ninguém sabe realmente a razão para a estátua ter sido erigida, mas existem muitas lendas acerca da estátua canibal. A estátua do Comedor de Crianças está a enfiar um bebé na boca enquanto que três outros bebés observam em horror, a esperar o seu destino. Se ficar alojado numa casa de férias em Bern não poderá perder a chance de tirar uma fotografia a este monumento bizarro.

Memorial do Renascimento - Bucareste - Romênia 

Alexandru Ghildus não poderia ter desenhado algo mais abstrato ou um monumento menos atrativo do que o Memorial do Renascimento, que se encontra na capital da Romênia, Bucareste. O monumento é composto por uma coroa de vime trespassada por um pilar de mármore pontiagudo.


Foi revelado em 2005 e serve para comemorar a derrubada do Ditador Comunista Nicolae Ceauşescu em 1989, mas não foi muito popular entre o povo local. Os Romenos deram alcunhas bizarras ao monumento, tal como “espetada de batata” ou “donut no espeto”.

A cidade de Fengdu - China

É uma cidade-fantasma feita de um complexo de templos budistas e taoístas, e uma espécie de necrópole. Está adornada com estátuas de demônios macabros e desmembramento de seres humanos. Alguns de seus pontos turísticos têm nomes assustadores, como "Torre do último olhar para casa", "Ponte nada a fazer" e "Passagem da tortura de fantasmas".






Hoje, a área é uma cidade fantasma, já que a enorme barragem das Três Gargantas foi concluída em 2009, inundando as moradias vizinhas. Com este fato, os moradores da região foram obrigados a se deslocarem.A antiga Fengdu lembra mais um cenário de guerra. Por todos os lados nessa conhecida cidade localizada nas margens do rio Yangtsé, no sul da China, só se vêem pedras e ruínas. 


Estátua de Genghis Khan montado num cavalo - Tsonjin Boldog -Mongólia


O mongol Genghis Khan (1162-1227), foi um dos maiores conquistadores e imperadores da História. A 40 metros de altura, e com mais de 250 toneladas de aço, esta, que é a maior estátua com a temática equestre, foi inaugurada em 2008 e está localizada a uma hora de carro de Ulan Batar.




Os visitantes podem tomar um elevador para o deck panorâmico sobre a cabeça do cavalo e olhar pela vastidão da estepe mongol. A estátua faz parte de um parque temático planejado com unidades nômades e restaurantes que servem carne de cavalo.


Fonte Kindlifresser - "devorador de crianças"Berna - Suíça

Apesar de muitas lendas, não se sabe ao certo os significados desta estátua. Esta fonte data o ano de 1546, e é representada pela figura de um homem vestido com uma roupa vermelha e verde, comendo a cabeça de uma criança; em sua mochila, outros bebês aguardam pelo destino sombrio.




Alguns postulam que a estátua serviu como um alerta à comunidade judaica de Berna, devido ao chapéu, referência aos judeus. Outros dizem que é o titã Cronos da mitologia grega, que comeu os seus filhos para impedi-los de usurpar o trono. O mais provável, porém, é que o chafariz foi criado como uma espécie de "boogieman" para lembrar às crianças da cidade para se comportarem.


Fonte: www.underwatersculpture.com / www.homeaway.pt

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Rio de Janeiro, entre a lenda e o real

Quando se fala em Rio de Janeiro, muitas vezes, a primeira coisa que surge em nossa mente é algo não mito bom. Pois é, a capital fluminense sempre esteve no imaginário do nosso povo como uma cidade de contrastes - beleza, caos.O esteriótipo de "Cidade Maravilhosa" como André Filho escreveu em sua marchinha é realmente verdade. O Rio tem um misticismo que paira sobre nossas cabeças. É uma cidade linda, movimentada e de contrastes bem definidos.


Ao sair do Aeroporto Internacional, pega-se um onibus para a zona que se quer ir - ou melhor, Zona Sul, destino de boa parte dos turistas, Copacabana, Ipanema, Leblon, Rocinha - ao longo do trajeto percebe-se uma cidade gigante, cheia de gente, com suas favelas entupidas, um centro maluco, com um Banco a cada 10 metros, um transito congestionado com motoristas estressados. Passando a Cinelandia em direção ao Aterro do Flamengo, a paisagem da cidade muda. De um tom avermelhado dos tijolos crus das favelas e o cinza do centro, para um tom verde azulado do Oceano Atlantico na Avenida que leva a Zona Sul.
Para quem quer conhecer o Rio de Janeiro, uma ótima opção é ir conforme as regiões. Dá pra visitar os principais pontos turísticos da capital em 5 dias. Abaixo vai uma relação de um percurso bem legal pra se fazer.

Na região do Centro e da Cinelandia há diversos espaços para se visitar - Teatro Municipal (lindo!!!!!!), Museu de Belas Artes, Biblioteca Nacional, Igreja da Candelária, Centro Cultural Banco do Brasil (Free!), Casa Brasil França Na Rua da Misericórdia há o Museu Histórico Nacional ( apenas 6 reais para se visitar - estudante), Paço Imperial, Cine Odeon, Caixa Cultural, Museu Nacional ( mais antiga Instituição Científica do Brasil e o maior museu de história natural e de antropologia da AL.), Museu da Imagem e do Som, Palácio Duque de Caxias ao lado da Estação da Central do Brasil. Na Avenida Presidente Wilson, escontra-se a Academia Brasileira de Letras ( É proibido entrar de saia, bermuda ou chinelo. Assim como no Teatro Municipal). Além disso, há muitas Igrejas antigas entre ruelas movimentadas do Centro.


Além de se fazer uma boa caminhada, no Aterro do Flamengo dá pra conhecer o Museu de Arte Moderna - MAM, o Monumento aos Mortos na Segunda Guerra Mundial e o Memorial Getúlio Vargas.
No Bairro Catete - Rua do Catete, 153 - está o Museu da República, local onde Getúlio se suicidou e foi morada, no período de 1897 a 1960, de dezoito presidentes e hoje abriga um Museu com belos jardins abertos para a população.

É claro que, quem visita o Rio deve ir ao Corcovado, Cristo Redentor, Sambódromo, Maracanã - estes pontos aconselho que se faça um tour particular - já que eles são distantes e se leva tempo para se locomover até eles. Fiz um Tour que incluia estes pontos e mais a Catedral Metropolitana, que é super bonita e tem capacidade para 20 mil fiéis, Arcos da Lapa, entre outros + Guia + almoço e ingressos por R$ 140,00. O passeio durou o dia todo e valeu muito a pena.


A visão da cidade aos pés do Cristo Redentor (710 metros) é ímpar e a sensação de ve-lo não tem descrição. É muito emocionante. Quando se sobe os 220 degraus que levam até o Cristo ( há elevador ) no último degrau se chega as costas do Redentor, a imagem que se tem é que a Estátua vai mergulhar na Cidade. É algo de outro mundo! Não sou católica, mas a sensação que tive ao ver o Cristo Redentor foi de paz e de que somos apenas um grão de areia neste mundo. É muita gente querendo tirar a clássica foto de braços abertos. São muitos os idiomas, sotaques que se ouve.


No Pão de Açucar, a visão também, é maravilhosa, localizado na Urca, possui 2 bondes que cabem 70 pessoas em cada viagem...sim, 70! É tão rápido que nem se sente a altura de mais de 500 metros.
No Bairro Jardim Botanico, além do Jardim que leva seu nome, há uma grande surpresa para o turista - o Parque Lage, ali era o Engenho de Açúcar Del Rei que se situava às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, pertinho dali. O Parque está localizado aos Pés do Corcovado e possui o ar mais fresco da cidade. Um lugar lindo para se passar uma tarde.

O Bairro Santa Teresa, está localizado no alto de uma colina que domina as zonas Norte e Sul e o Centro da cidade. É por ele que se vai ao Cristo. É um belo bairro com bondinho e ruelas charmosas em formato de zigue-zague.
A Ilha Fiscal, local que se encontra pertinho do Aeroporto Santos Dumont é um prédio que ocupa 1.000 metros quadrados da ilha, foi projetado em 1881 e é famoso pelo seu "último Baile" do Império.
A Lapa é o bairro para se ir a noite, é um dos bairros boemios da capital. Lá pode-se ver e ouvir de tudo. Há barracas vendendo bebidas nas ruas...Não é nem um pouco cheirosa esta região. Há placas pedindo para as pessoas não urinarem nas ruas e muito policiamento.
Para quem quer curtir uma praia, Ipanema, Arpoador - dizem que é a mais bonita, Leblon e Copacabana são as mais apreciadas.

Há passeios para quem quer conhecer um ensaio de alguma Escola de Samba, mas com um preço pra gringo: R$ 70,00 a média. Além de bailes Funk. Experimente Açaí  na Tigela, é ótimo e muuuuuuuito barato! R$ 5,50 - 500 ml, a média.
Para quem gosta de futebol, assista uma partida no Engenhão, é um belo Estádio, e tem trem que sai da Central do Brasil que deixa na frente. O ingresso também é barato com desconto de 50% para estudantes.


Não perca no Rio!

1- andar de trem - pegar na Central do Brasil e ir pro suburbio ou alguma cidade da região metropolitana como Nova Iguaçu,
2- ande de metro - são modernos e rápidos. Porém, suas linhas passam apenas nas regiões "turísticas" da cidade,
3- passeie no centro do Rio, é uma muvuca sem fim, mas é um barato,
4- tome muito açaí! Bom e barato!
5- a comida no Rio não é cara e tem bastante diversidade, não como Porto Alegre, mas tem,
6- caminhe pelo calçadão de Copacabana no fim da tarde,
7- tome cuidado, mas é cuidado como em qualquer cidade grande, não pense que só porque está no Rio seu cuidado deve ser dobrado,
8- curta a paisagem da cidade em qualquer momento, o Rio é lindo a qualquer hora!
9- não visite a cidade em época de fim de ano ou carnaval, os hotéis triplicam seu valor, há vários hostels na Zona Sul da cidade com uma média de 60 reais a diária.
10- bata um papo maneiro com algum carioca, eles são gente boa pacas!
11- não se assuste com a quantidade de palavrões que os cariocas falam, é normal...
12- experimente ir a alguma lanchonete, que estão espalhadas em todos os cantos da cidade e tome um suco natural fresquinho!

Enfim, o Rio de Janeiro é lindo mesmo! É uma cidade que enche os olhos com suas belezas, simpatia de seu povo, o número estrondoso de favelas que parecem não ter início nem fim na periferia da cidade. O Rio é o Brasil retratado num só lugar. Uma cidade com vários defeitos, mas com lindas qualidades que valem cada centavo gasto para visitá-la. Uma cidade para se ir e falar dela aos 4 ventos!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Buenos Aires em 7 dias

A capital da Argentina é um pedaço do planeta especial, não apenas suas construções, sua gente, sua música, mas exatamente pelo seu nome - Buenos Aires. O ar portenho é algo mágico, que contagia quem pisa naquele solo. Em Bs As se respira arte, futebol, pobreza, beleza, riqueza. Enfim, encanto é a palavra correta para descrever uma das maiores e mais queridas capitais do mundo. Fui a Buenos 2 vezes, e se dependesse, iria toda hora. Segue abaixo um roteiro de 7 dias para quem quer desfrutar da capital dos hermanos sem perder o que a cidade oferece de melhor ao turista.

DIA 1 - San Telmo

É recomendável conhecer este que é o bairro mais antigo da cidade no domingo, devido a Feira de Antiguidades que nele ocorre. Além de shows de Tango ao ar livre, lojinhas de antiguidade de todas as espécies e preços e cafés encantam o lugar. É possivel visitar a casa da personagem Mafalda de Quino, na Calle Chile
371 esquina com a Calle Defensa.

DIA 2 - Recoleta

Bairro de Classe Alta da capital, a Recoleta oferece ao turista inúmeros passeios como o Cemitério da Recoleta onde se encontram os túmulos de diversos políticos da História Argentina como Evita Péron e presidentes como Rivadavia, Mitre, Torcuato de Alvear e Avellaneda.


Há o Centro Cultural Recoleta, com lojas, sorveterias e arte moderna.  A floralis Generica, o Museu Nacional de Belas Artes, inaugurado em 1896, e que possuem em seu acervo Picasso, Goya, Renoir, El Greco, Rodin, Kallo, Degas, Pollock e Cézanne. A Faculdade de Direito e Ciencias Sociais da Universidade de Buenos Aires; a Basílica Nossa Senhora de Pilar; o Palais de Glace, entre outros como diversos parques e o prédio matriz da Tv Pública da Argentina.


DIA 3 - Palermo

Também considerado bairro nobre de Bs As, Palermo é um charme. Com vários parques, abriga o Zoológico da cidade, considerado um dos maiores do planeta e com um preço bem acessível. Além do Rosedal, Planetário, Embaixadas de diversos países e os famosos Bosques de Palermo. Há pelo caminho, assim como em toda cidade, monumentos lindíssimos, como “A Magna Carta e as Quatro Regiões Argentinas”, presente dos espanhóis e que possui 25 metros de altura.

Palermo é um bairro para se conhecer e sem ter nenhuma programação marcada, já que é um espaço para respirar muito ar puro em algum dos parques espalhados pelo bairro e apreciar a tranquilidade de um bairro de uma grande metrópole.


DIA 4 - La Boca

Aos apreciadores do futebol argentino a grande pedida é o bairro boemio de La Boca, terra do Tango e do futebol. La Boca, em 1882, era habitado quase que totalmente por imigrantes genoveses e se tornou um dos bairros mais visitados de Bs As.


 Lá pode-se encontrar o Estádio Sagrado por uma grande parcela da população argentina - La Bombonera, casa do Boca Junior, time que consagrou e endeusou Diego Maradona. O bairro respira futebol e tango por suas ruas sujas e movimentadas seus sentidos se perdem entre trágicos tangos tocados nas ruas e cantos da torcida do Boca, sendo entoados pelas diversas lojas do Clube espalhadas pelo bairro. Há muitos restaurantes, além do Porto, do Museu de Cera e um Centro Cultural, pertinho do Caminito.

Em La Boca é recomendado pela Polícia del Turista, que se anda apenas no perímetro turístico, nada de adentrar no bairro. Já que La Boca é periferia.

DIA 5 - Puerto Madero

 O bairro é centro moderno e financeiro da capital. Lá pode-se comer e beber muito bem, mas com dinheiro no bolso. É onde se encontra o Hilton Buenos Aires,  o Tranvía del Este ou “Puerto Madero Tramway” é uma línha férrea de 2 km que corta o bairro, a Puente de La Mujer, e muitas edificações que contrastam e muito com o resto da cidade.


 Quem vai a Puerto Madero segue mais um pouco ao sul e chega na Costanera Sur, um lugar mágico e tranquilo com o Parque Natural Costanera Sur e a Reserva Ecológica, lugares para caminhar e curtir um fim de tarde.

DIA 6 - Retiro

 Retiro é um bairro tradicional de Bs As. Com diversos monumentos é uma área cheia de sombra na qual se localiza a Plaza San Martín, a segunda mais importante praça da cidade. Perto dali, está o Palácio San Martín uma edificação do início do Século XX  e fica aberto às quintas e sextas feiras para visitas guiadas, do outro lado  da Praça está a Basílica del Santísimo Sacramento, ao seu lado Edificio Kavanagh. Há, também Museu de Arte Hispanoamerico, Calle Florida - com suas lojas maravilhosas, o Centro Cultural Borges, que se localiza dentro das Galeiras Pacífico, o Monumento aos caídos na Guerra das Malvinas e a Torre dos Ingleses.

DIA 7 - Centro

Para mim, a parte mais linda da cidade. Casa Rosada, Teatro Colón, Obelisco, Avenida Corrientes, Mayo, 9 de julio, Cabildo, Plaza de Mayo, Banco de la Nacion, Catedral Metropolitana, Teatros, Cinemas de rua, livrarias, El Ateneo. Vários prédios históricos, ruas movimentadas, lojas 24 horas.


DICAS

1- Tomar Pomelo - suco ou gaseosa,
2- Ir na Sorveteria Freddo,
3- Andar de subte - principalmente a Linea A - primeira da AL,
4- Andar de Colectivo - um barato!
5- Ir a noite no Obelisco e andar na 9 de Julio,
6- Visitar o Congresso Nacional - Casa Rosada é numa ponta e o CN na outra - Avenida de Mayo,
7- Café Tortoni - na Avenida de Mayo,
8- Comer Medias Lunas e Panchos,
9- Conversar com um Portenho,
10- Sentar e assistir a algum protesto na Plaza de Mayo em frente a Casa Rosada,
11- Tomar cuidado na Calle Florida, já que é um dos lugares onde mais assaltam turistas na capital,
12- Faça quase todo o roteiro a pé! O bairro mais longe de todos é La Boca, é só ir de ônibus, não há subte até lá,
13- Tente ir em algum estádio de futebol,
14- Passe uma tarde em algum dos parques da cidade e sinta Bs As e seu povo,
15- Não vá com a ideia de que argentino é metido, eles tratam as pessoas muito bem e com educação.
16 - Cerveja é super barata! Já refrigerante é um absurdo de caro em comparação ao Brasil,
17 - Não se come como no Brasil, a comida é bem diferente da nossa. Quando se vai a um restaurante, pede-se o prato principal, Pollo e Papas, por exeplo, e alguma outra guarnição,
18- Há vários hostels na cidade com preços que variam entre 12 a 18 dólares com café incluso.








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