terça-feira, 10 de abril de 2012

Dica de cinema: O Homem que mudou o jogo


O filme é baseado na história de Billy Beane, ex jogador e agora gerente geral do time Oakland A´s. Forçado a reinventar sua equipe com um orçamento apertado, Beane conhece o jovem economista Peter Brand (Jonah Hill) e iniciam um recrutamento de jogadores improváveis ( todos sem capacidade para chegar à base, marcar pontos e ganhar jogos). Todavia...O filme não é mais um filme sobre um time e seus desafios. É um agradável entretenimento que fala sobre o mundo do esporte, não somente dos EUA, como no mundo todo. 


 
Vemos a realidade: o esporte virou negócio e atletas: mercadorias. São mais de duas horas de filme que o espectador nem vê passar de tão fixado que está na trama. O filme foi indicado ao Oscar, inclusive na Categoria Melhor Ator para Brad Pitt - que a cada trabalho vem se desvinculando de sua imagem apenas de gala. Uma ótima dica para quem quer assistir um filme leve e inteligente, mesmo sem entender nada de Baseball.

O HOMEM QUE MUDOU O JOGO
(Moneyball – EUA, 133min, 2011)
Direção de Bennett Miller.
Elenco:Brad Pittt, Jonal Hill e Philip Seymour Hoffman
Direção: Bennett Miller
Roteiro: Steven Zaillian e Aaron Sorkin
10 anos. Drama.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Diminuição da pena através da Leitura


O diretor da Biblioteca Pública do Paraná, Rogério Pereira, (BBP) entrega nesta terça-feira (03), às 10 horas, à secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Maria Tereza Uille Gomes, 12 caixas-estante ou minibibliotecas que serão destinadas ao projeto Remição pela Leitura, que será implantado nas unidades do Sistema Penitenciário do Estado em maio próximo. 

“Essas minibibliotecas vão enriquecer o acervo já existente nos estabelecimentos penais e são uma importante contribuição para que o apenado possa ter acesso a uma variedade maior de títulos, ampliando e adquirindo conhecimentos que, certamente, permitirão uma vida mais digna no retorno ao convívio social”, afirma a secretária Maria Tereza. 



Segundo ela, o projeto de Remição proporcionará o direito ao conhecimento, à educação, à cultura e ao desenvolvimento da capacidade crítica por meio da leitura e da produção de resenhas, possibilitando a redução da pena por meio do estudo.


REMIÇÃO - O projeto Remição pela Leitura está previsto na Lei de Execuções Penais, de 2011, segundo coordenadora de Educação e Qualificação Profissional / PDI Cidadania da SEJU, Claudia Cristina Muller. As 24 unidades penais vinculadas à Secretaria vão participar, beneficiando todos os apenados alfabetizados interessados. 
Os presos com ensino fundamental deverão fazer relatórios de leitura e aqueles do ensino médio e pós-médio deverão produzir resenhas, compreendendo resumo e apreciação crítica. Uma comissão de professores dos Centros de Educação Básica para Jovens e Adultos (Ceebjas) fará a avaliação dos trabalhos. 


A operacionalização do projeto deverá obedecer a um cronograma mensal, sendo que nos primeiros dias do mês o participante escolhe o livro e tem um prazo de 20 dias para fazer a leitura e mais 10 dias para elaborar a resenha e submetê-la à avaliação da comissão. A cada livro e a cada relatório de leitura ou resenha elaborada, avaliada e aprovada pela comissão, o apenado terá três dias de remição de sua pena.

Fonte: Bem Parana

sábado, 31 de março de 2012

Ramy Essam: o cantor da Revolução


Quando estouraram os primeiros protestos na Praça Tahir, em janeiro do ano passado, Ramy Essam era apenas mais um entre os milhares de jovens anônimos que se reuniam para gritar seu descontentamento contra a ditadura de Hosni Mubarak. Estudante de engenharia civil e músico numa banda desconhecida, trazia o violão debaixo do braço para acompanhar os gritos por liberdade. Ele estava no lugar certo, na hora certa. Em um momento de súbita inspiração, escreveu a canção Arhal (Vá Embora), um aviso direto ao regime que rapidamente se tornaria o hino da Primavera Árabe, amplificando a mobilização.



Os versos se espalharam por todo o Egito, ganharam milhões de visualizações no YouTube e suas performances no palco permanente instalado na praça o transformaram, da noite para o dia, em uma das estrelas da revolta. A revista inglesa Time Out chegou a relacionar Arhal em terceiro lugar num ranking das músicas que mudaram o mundo, à frente do Imagine, de John Lennon. Ao ensaiar os primeiros acordes, porém, o cantor de 24 anos não tinha ideia de que estava prestes a mudar a história do seu país.

'Eu apenas transformei em canção os slogans de protestos da Praça Tahir', diz Essam com modéstia. 'Fiquei surpreso com a reação das pessoas. Era a primeira vez que cantava para um público tão grande.'

Apesar do seu inglês precário, Essam prefere fazer a entrevista por telefone, para que se possa captar 'seus verdadeiros sentimentos'. O cantor, que lança seu primeiro álbum, Manshourat, dia 12 de abril, treinou o idioma depois de fazer uma turnê pela Inglaterra e pela África do Sul.

O engajamento de Essam lhe rendeu fama e prêmios internacionais, como o Freemuse, dedicado a figuras maiores na luta pela liberdade, mas também cobrou preços altos. Na fatídica Quarta Sangrenta, data em que as forças do regime apertaram o cerco sobre os manifestantes, Essam foi atingido por pedras na cabeça. Na mesma noite, fez uma apresentação histórica com o rosto coberto de gazes, diante de uma plateia também repleta de cicatrizes e feridas. Em março de 2011, quando participava de mais um protesto após a queda de Mubarak, Essam foi sequestrado durante quatro horas pelo governo militar de transição, que ainda se mantém no poder. Agora, estava no lugar errado, na hora errada.

'Eles me machucaram feio. Saltaram nas minhas costas, tiraram minha roupa, cortaram meu cabelo e bateram na minha cabeça. Depois me bateram com varas e me torturaram com choques elétricos', conta com voz calma, sem perder o humor: 'Tinham me reconhecido, e acho que não eram grandes fãs da minha música.'



Apesar do trauma, Essam não se recolheu. Numa provocação aos militares, expôs na internet fotos do seu corpo torturado e voltou a cantar na Praça Tahir. Como bom cantor de protesto, precisou adaptar sua música ao novo contexto político. Sua primeira apresentação depois da fama mostrou a agilidade com que é capaz de capturar os anseios do momento: poucos dias depois de estourar com Arhal, Essam estava no palco pronto para entoar seu hit. A massa da Praça Tahir, contudo, interveio aos gritos - chegara a notícia de que Mubarak acabara de renunciar. O cantor precisou de apenas dois minutos para compor uma nova letra sobre o Egito pós-Mubarak, e apresentá-la para a plateia em êxtase.

'Hoje posso dizer que a música política fez a minha carreira', admite o cantor. 'Acredito na revolução através da música e acho que é uma honra para qualquer artista ajudar a iniciar uma revolução. Antes, eu achava que tinha limites, mas depois do que aconteceu, perdi o medo. Espero que a partir de agora mais músicos no país possam falar sobre o que sentem no coração.'



Com a queda do ditador, mudaram os focos de protesto. O novo desafio é formar um estado civil. Em 2012, vieram novas manifestações, novos mortos, novos problemas. A massa passou a se reunir em frente à sede do governo militar, exigindo a liberação dos presos políticos e clamando por reformas. Agora, Essam escreve refrãos sarcásticos sobre o regime provisório e canta sobre as mazelas do cotidiano: a falta de pão, de liberdade, de justiça social.

'O regime atual roubou nossa revolução', avalia. 'O nosso sentimento é de que precisamos de uma nova revolta. Não sei quando ela acontecerá, se este ano ou se daqui a dez anos. Na primeira revolução, não tínhamos experiência, mas agora estamos mais fortes. Se insistirem em tirar nossa liberdade, seremos milhões na praça novamente.'

Essam é a prova e a esperança de que um novo Egito está nascendo. O próprio cantor admite que, antes da revolução, artistas não podiam dizer o que dizem hoje. A liberdade, porém, ainda é limitada, e se restringe principalmente à internet, onde Essam afirma que pode cantar 'sobre quase tudo'. Quando indagado sobre o que quer para o seu país, ele é sucinto: 'Só queremos direito a casa, comida e liberdade.

Fonte: Estadão / The Guardian

A Onda: As doutrinas ideológicas e o mundo contemporâneo

Há anos o cinema alemão vem mostrando ao mundo sua ótima safra de filmes: “ Adeus Lenin”, “ A vida dos outros”, “A fita branca” (os mais badalados para dar exemplo). Terra de grandes diretores como Murnau, Fritz Lang, Herzog e Wenders, a Alemanha, como um dos mais importantes países do Continente europeu, exibiu ao mundo da sétima arte um filme perturbador e cheio de questionamentos: "A Onda" (“Die Welle”) de Dennis Gansel.  

Baseado em um acontecimento real, a película conta a história de um professor do Ensino Médio – vivido pelo ator Jürgen Vogel – que tem como intuito ensinar a sua turma, de um modo lúdico, os conceitos de Poder, Fascismo e Disciplina - Autocracia. O professor, então, se autodenomina o líder e escolhe o lema “força pela disciplina” e o nome de “A Onda” ao grupo criado.  “A Onda” tem símbolo, uniforme, saudação e premissas. O que aparentemente era para ser apenas um modo de ensino diferenciado do método de sala de aula convencional torna-se algo incontrolável. 


O filme tem inúmeras passagens que fazem o seu espectador refletir sobre um passado, tão recente no que diz respeito a História, que nos questionamos até que ponto o passado Nazifascista, que amedrontou o mundo no Século XX, está vivo. São abordadas questões como Racismo, Totalitarismo, Ideologia, Responsabilidade Histórica, Educação e limites.

Este é um filme que deve ser visto e revisto não só pelo seu conteúdo, mas pela metáfora que está por detrás do roteiro. Ótima escolha para fazer um debate em sala de aula! 

quinta-feira, 29 de março de 2012

Dica de cinema: XXY

Dica da semana: XXY - Filme argentino com direção de Lucia Puenzo. Com o grande ator Ricardo Darín. Polêmico, sensível e com grandes atuações.


Com destaque para a protagonista Alex, vivida pela atriz Inés Efrón (vencedora do prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema de Cartagena). O filme, de 2007, é baseado num conto do argentino Sergio Bizzio. 

Dilma quer popularizar cinema

Para quem vive de audiovisual no Brasil, uma boa notícia foi divulgada pelo Governo Federal  no Diário Oficial da União esta semana: o Programa Cinema Perto de Você, idealizado para estimular a ampliação e diversificação de salas de cinema no Brasil e promover a exibição de filmes nacionais.

O Programa determina uma série de ações destinadas à melhoria do ambiente de negócios e da oferta de capital para os empreendedores cinematográficos. Uma das propostas da iniciativa é disponibilizar linhas de crédito e de investimento para a implantação de complexos de exibição, sobretudo em áreas com mais carência de salas de cinema.

Outra frente do Programa inclui medidas de desoneração fiscal para reduzir os custos de investimento e operação de complexos de cinemas, além de disponibilizar recursos para a abertura de salas por prefeituras e governos estaduais.

Mais uma medida que integra a iniciativa é o Projeto Cinema da Cidade, que pretende estimular a instalação de salas em áreas desprovidas de cinemas ou com poucos espaços de exibição. Nesses locais serão priorizados os filmes brasileiros.



Segundo dados da Agencia Nacional de Cinema (Ancine), o Brasil conta hoje com 2.200 salas de exibição. Apesar de esse número ter mais que dobrado desde 1997 (quando haviam cerca de mil salas), ainda está bem abaixo do parque cinematográfico do País em 1975: cerca de 3.300 salas, uma para cada 30.000 habitantes, sendo 80% em cidades do interior.

Apesar de só instituído agora, o Programa foi idealizado em 2010, a partir da Medida Provisória 491, que não foi votada pelo Congresso Nacional e acabou perdendo sua validade. A iniciativa foi reeditada pela presidenta Dilma Rousseff por meio da Medida Provisória 545, em 29 de setembro de 2011.

Torçamos para que tenha exito!

segunda-feira, 26 de março de 2012

Enfim novos "Linha Turismo"

Os tão sonhadas novos ônibus da Linha Turística da capital do Rio Grande do Sul chegaram! E na data em que a cidade completa 240 anos, a Secretaria Municipal de Turismo presenteou os porto-alegrenses com dois novos ônibus de dois andares, totalmente equipados, que vão percorrer os pontos turísticos da Capital dos gaúchos. O prefeito José Fortunati, o secretário municipal de Turismo, Luiz Fernando Moraes, e o presidente da Carris, Sérgio Zimmermann, realizaram a cerimônia de entrega dos veículos no estacionamento da Usina do Gasômetro.  Segundo o secretário Moraes, os veículos só entrarão em circulação no dia 24 de abril, depois que todos os trâmites de emplacamento estiverem concluídos. A pequena frota vai ampliar a oferta de passeios turísticos pela cidade, inaugurando um novo sistema de operação do serviço. A novidade fica por conta de novos percursos que serão oferecidos em mais horários. O roteiro Centro Histórico terá oito saídas do Centro (de terças a domingos) e duas da zona Sul da Capital. O turista poderá embarcar ou desembarcar em qualquer um dos cinco pontos turísticos: terminal do Centro, Mercado Público Central, Parque Farroupilha, Parque Moinhos de Vento e Fundação Iberê Camargo.


Os ônibus passarão de hora em hora, pela manhã, e a cada 90 minutos à tarde. Além disso, a compra dos bilhetes poderá ser feita em mais locais e os tíquetes terão validade para um dia. De acordo com o secretário, Porto Alegre ganha também em qualificação de serviços. “Os ônibus estão equipados com sistema moderno de som, em três línguas: português, inglês e espanhol”, orgulha-se. O prefeito José Fortunati disse que esta é mais uma aposta da prefeitura. “Temos a convicção de que o turismo, hoje, se desenvolve com mais força nas áreas de negócios, eventos, entretenimento, meio ambiente, gastronomia e, principalmente, do setor rural”, destacou. 

O city tour é operado pela Secretaria Municipal de Turismo em parceria com a Carris. De acordo com o presidente da companhia, Sérgio Zimmermann, o investimento em conjunto ficou na ordem de R$ 1,4 milhão. Segundo ele, a empresa é responsável pela logística e infraestrutura dos ônibus, desde os motoristas até a manutenção técnica. Além da Turismo a Carris possui outras oito linhas especiais, como a Solidária e a da Pequena Empresa. 

A passagem, que tem custo de R$ 15,00, pode ser adquirida na Central de Vendas de Passagem, na Travessa do Carmo, 84, bairro Cidade Baixa, ou nos Pontos de Orientação e Informação Turística (Points), nos hotéis, museus, restaurantes e demais estabelecimentos ligados ao turista. No primeiro embarque, o bilhete será datado pelo monitor e o passageiro deverá apresentá-lo a cada novo embarque durante o dia. 



Desde que entrou em circulação, em janeiro de 2003, é a primeira vez que a Linha Turismo recebe novo investimento. De acordo com dados da secretaria, o city tour já transportou mais de 450 mil pessoas neste período, entre turistas e porto-alegrenses. Os novos investimentos, de acordo com o secretário, já são voltados a atender a uma demanda ainda maior com a Copa do Mundo. O setor do turismo em Porto Alegre vem crescendo e arrecadou em 2011, das atividades que recolhem ISS, como a hotelaria, agências e empresas de planejamento e administração de feiras, o montante de R$ 18,5 milhões. O valor foi 4% superior a 2010. O maior salto ocorreu entre 2009 e 2010, com um aumento de 30%.

Fonte: JC